quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tempestade divide quarto trecho da Volvo Ocean Race em duas etapas

A quarta perna da Volvo Ocean Race teve de ser dividida em duas etapas para garantir a segurança dos competidores. Uma tempestade com ventos de 40 nós e ondas de oito metros atingiu o mar do sul da China e obrigou a organização a alterar a largada tradicional. Na manhã de domingo, os competidores disputaram apenas uma prova costeira, dentro da baía de Sanya, na China. A saída para Auckland, na Nova Zelândia, aconteceu apenas às 22h.
- Todas as previsões mostravam condições perigosas nas 12 horas que seguiriam à largada, incluindo ondas que poderiam quebrar um barco ao meio - explicou o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad.
A decisão foi comemorada pelos competidores:
- Todos estamos largando mais tranqüilos. Minha mulher agradece a decisão, assim como meus filhos e o pessoal da seguradora - brincou Neil McDonald, um dos chefes de turno do líder geral da competição, o barco espanhol Telefónica.
Com a largada para Auckland adiada, os velejadores fizeram uma reedição da regata de porto do último sábado, para definir a ordem de largada e a diferença de tempo entre as saídas. Mais uma vez, o Telefónica, líder geral da competição, levou a melhor. A prova teve cerca de 80 km (43 milhas náuticas), incluindo a passagem pela estátua de 108 metros de altura do Guanyin Buddha.
A vitória espanhola, porém, não foi tranqüila como a do sábado. Um dia antes, o Telefónica, dos brasileiros Joca Signorini (chefe de turno) e Horácio Carabelli (diretor técnico), dominou a regata de porto e passou por todas as marcas do percurso em primeiro lugar. No domingo, quem saiu na frente foram os norte-americanos do Puma, mas o barco do comandante Ken Read encontrou um buraco de vento no meio do percurso e acabou em último lugar, 39 minutos atrás dos espanhóis.
- Vimos quando o Puma ficou parado e tentamos desviar. Tivemos sorte de conseguir fazer a transição. É uma pena o que aconteceu com eles. Estavam fazendo uma regata perfeita até aquele momento - disse Iker Martinez, comandante do Telefónica. Com o resultado, os espanhóis largaram às 22h (de Brasília) de domingo, seguidos por Groupama, Abu Dhabi, Sanya , Camper e Puma.
Com o fim da tempestada, a saída da baía chinesa para a segunda etapa da quarta perna da regata de volta ao mundo foi calma. Os veleiros partiram nas primeiras horas da manhã, com poucos ventos. Nesta segunda-feira, os barcos estão a cerca de 5.000 milhas náuticas da Nova Zelândia, com previsão de chegada para o dia 12 de março. O líder da perna é o francês Groupama. O Camper vem logo atrás, praticamente empatado.
Classificação da quarta perna - China/Nova Zelândia:
1. Groupama (Franck Cammas/FRA)
2. Camper (Chris Nicholson/NZL)
3. Telefónica (Iker Martinez/ESP)
4. Abu Dhabi (Ian Walker/ING)
5. Sanya (Mike Sanderson/NZL)
6. Puma (Ken Read/EUA)
Classificação geral da Volvo Ocean Race:
1. Telefónica (Iker Martinez/ESP) - 101 pontos
2. Camper (Chris Nicholson/NZL) - 83
3. Groupama (Franck Cammas/FRA) - 73
4. Puma (Ken Read/EUA) - 53
5. Abu Dhabi (Ian Walker/ING) - 43
6. Sanya (Mike Sanderson/NZL) - 17
A parada brasileira - A passagem da Volvo Ocean Race em Itajaí está prevista para abril de 2012. O trecho entre Auckland (Nova Zelândia) e a cidade catarinense é um dos pontos mais sensíveis e estratégicos da VOR. As equipes percorrerão 12.417 quilômetros (6705 milhas náuticas) - o maior trecho da competição - para chegar à costa catarinense.
A vila da regata de Itajaí será aberta no dia 4 de abril de 2012, quando devem chegar os primeiros barcos. Depois de duas semanas de manutenção, as equipes disputam a Regata Pro-Am, no dia 20, a Regata In-Port, no dia seguinte, e largam para os Estados Unidos no dia 22, em direção a Miami.
Mais informações: http://www.volvooceanraceitajai.com/
Com informações da Assessoria de Comunicação da Parada de Itajaí da Volvo Ocean Race

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