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Único brasileiro entre os 57 participantes da Volvo Ocean Race 2012, o carioca Joca Signorini está acostumado a grandes viagens. Mas nem toda experiência o fez estar preparado para a aventura que viveu nos últimos dias para conhecer a primeira filha, que nasceu dia 26, enquanto ele estava em alto mar.Joca passará poucas horas em na Nova Zelândia. Chegou domingo passado com a tripulação do barco espanhol Telefónica, que lidera a Volvo Ocean Race, mas na etapa entre Sanya (China) e Auckland ficou em terceiro. Desceu do barco e duas horas depois já estava a bordo de um avião rumo a Estocolmo (Suécia), onde mora com a mulher, Charlotta. No dia seguinte, conheceu a filha e só então o casal escolheu o nome: Sandra, segundo Joca porque tem a mesma sonoridade no Brasil e na Suécia.
Mas nem deu muito tempo para paparicar o bebê e lá estava o velejador novamente rumo a Auckland, onde chegou na sexta-feira pela manhã. Neste domingo, já parte para o oceano novamente, e quando chegar a Itajaí vai mais uma vez repetir a jornada, dessa vez com um pouco mais de tempo já que a parada em terras catarinenses será mais longa.
Passada a emoção de conhecer a filha, Joca Signorini garante: agora o foco é a duríssima etapa entre Auckland e Itajaí, a mais longa e perigosa das etapas da Volvo Race. Segundo ele, a perna de quase 13 mil quilômetros é a mais complicada mas ao mesmo tempo a mais aguardada pelos velejadores. A explicação está na essência da modalidade: o vento.
– A etapa é disputada com ventos fortes a favor praticamente o tempo todo – explica.
Além disso, outro desafio é cruzar o Cabo Horn, no extremo da América do Sul, o ponto de terra mais austral do planeta e conhecido por tormentas capazes de arrasar embarcações. Para Joca, o perigo existe, mas a tecnologia atual dos barcos diminui os riscos. Dentro de 15 dias, pois apesar de maior em extensão e etapa será uma das mais rápidas por causa dos ventos, Joca vai conhecer Itajaí, onde nunca esteve. Também voltará ao Brasil depois de mais de dois anos.
Chefe da equipe líder mora em Santa Catarina
O barco Telefónica tem outro integrante ligado intimamente ao Brasil. Nascido no Uruguai, o chefe de equipe Horácio Carabelli mora há mais de 30 anos em Florianópolis e já se considera brasileiro por adoção. E ele também está ansioso para chegar a Itajaí, onde já trabalhou com embarcações no passado:
– É sempre bom estar no Brasil, especialmente em Santa Catarina. Espero que esta parada da regata lá ajude a aproximar mais as pessoas da modalidade.
*O jornalista viajou a convite da organização do evento
Fonte: clicRBS Itajaí
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