Rodrigo Braga, Enviado Especial / rodrigo.braga@santa.com.br
Se Itajaí tem a intenção de usar o exemplo do que está vendo em Auckland para projetar ações nos dias que sediará a próxima etapa da Volvo Ocean Race e, principalmente, para o que será feito depois com o espaço ocupado pela estrutura da regata, a população pode ter ganhos maiores do que apenas a chance de algum lucro nos dias que o evento estiver na cidade.
Guardadas as necessárias proporções, afinal estamos falando de um país que tem níveis de qualidade de vida beirando a perfeição, o que se vê por aqui é aplicável em qualquer lugar do mundo.Excluindo a estrutura montada só para a Volvo Race (como os estandes das equipes, por exemplo), que vai embora na próxima semana, o que sobra é um enorme parque com atrações ao ar livre. A área onde está a vila da regata neozelandesa é no coração de Auckland. Concentra os principais hotéis e muitos, muitos mesmo, restaurantes e bares para todos os gostos. O resultado é a área mais frequentada pela população nas horas de lazer. E detalhe: a água é limpa, mesmo com tantos barcos por ali.
A ideia é aproveitar bem a oportunidade
Itajaí, portanto, não tem que se preocupar em copiar na sua etapa a excelência de Auckland, muito menos a ostentação sem nível de comparação de Abu Dhabi (terceira etapa da volta ao mundo, em janeiro). Aproveitar a oportunidade de um evento desse porte para deixar um legado à população pode fazer a diferença. E, para isso, o bom exemplo da Nova Zelândia tem muito a contribuir.
| ENTENDA A COMPETIÇÃO |
| - A regata de volta ao mundo começou no fim de outubro, em Alicante (Espanha). Desde então, já passou por Cidade do Cabo (África do Sul), Abu Dhabi (Emirados Árabes) e Sanya (China), de onde os barcos chegaram no último domingo a Auckland |
| - Da Nova Zelândia, eles partem domingo rumo a Itaja. A previsão de chegada ao Litoral catarinense é a partir de 4 de abril |
| - Depois de Itajaí, a volvo Race ainda passará por Miami (EUA), Lisboa (Portugal), Lorient (França) e termina um julho no porto irlandês de Galway |
| - Seis barcos disputam a regata. Telefónica (Espanha), Camper (Nova Zelândia), Groupama (França), Puma (EUA), Abu Dhabi (Emirados Árabes) e Sanya (China) |
Itajaí será homenageada no sábado
Próxima parada da Volvo Ocean Race 2012, Itajaí ajusta os últimos preparativos na cidade – os barcos chegam a partir de 4 de abril. Enquanto isso, uma comitiva veio a Auckland para receber as chaves da regata dos neozelandeses, uma tradição que se repete a cada etapa.
Estão por aqui o prefeito Jandir Bellini, o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Paulinho Bornhausen, e o vereador Renato Ribas, todos do PSD. A festa que vai homenagear a cidade do Vale, única representante da América do Sul na regata, será sábado. Na oportunidade, as autoridades catarinenses também vão mostrar ao público um pouco sobre Itajaí.
A quinta-feira (ainda madrugada de quarta no Brasil), primeiro dia da comitiva de Itajaí em terras neozelandesas, foi toda brasileira. A organização da parada de Auckland da Volvo Race decidiu homenagear cada país por onde passará a regata com um dia especial, com música e atividades culturais. O dia do Brasil teve desde simpáticas bandeirinhas espalhadas pelo Centro de Imprensa até shows de MPB, apresentações de capoeira e até de mulatas.
Na preparação da estrutura para a Regata, a Univali, em Itajaí, recebeu 598 cadastros de voluntários para trabalharem na parada da Volvo Ocean Race, em abril. A fluência no idioma inglês foi um dos requisitos básicos. Ainda há chance para tentar uma vaga. Informações: (47) 3341-7574 .
Fonte: clicRBS Itajaí
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